quarta-feira, 3 de junho de 2009

Uma passagem amor

Te dou passagem meu amor para que vá. Te dou meu lamento para que guarde só para ti. Vai meu amor. Te deixo ir sem que precise olhar para traz. Siga na passagem e encontre seu verdadeiro amor. Te deixo que vá para ser mais de uma vez feliz. Não te guardo rancor. Apenas amor para deixá-la partir... E beijar, sem mais amor, o amor, que guardei e dediquei para ti.

Pardal na torre

Acolhimento no refúgio. A proteção por detrás das pedras. Armadas uma a uma. Em proteção. Empilhadas umas sobre as outras. Quem me dera ter uma proteção assim. Mirar o horizonte sem que ninguém me perceba. Um eterno voyeur do tempo. Tempo bom... tempo ruim. Turbulências que assolam o medo. E no soar do vento que se alfineta por entre as frestas ouso o som de uma voz forte que ecoa. Estou ouvindo o lamentar de Edith Piaf. Doce eterno pardal. Voa pardal. Extrapole os horizontes e me traga de volta o canto esquecido. Voa alto pardal e na luz do farol se guie para não mergulhar nas águas profundas do imaginário. Ainda me guio pelo seu rastro de luz.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Pele e pólvora

Um cigarro que ascendo e solto na baforada toda a minha revolta. São em baforadas que despejo no mundo o que não me agrada. Respirem agora a minha intransigência. A minha rispidez se traduz em palavras de desordem. Vamos romper com os olhos fechados de vergonha à miséria dos outros que acham agir com esperteza. Sintam na minha nicotina a alegria de poder fazer o que desejar. Na esbornia da vida rolo no chão e separo a poeira do meu corpo. Ela não me contamina. Estou em pé mais uma vez e sigo... Tranquilo... cambaleante... com sorriso nos lábios... Ouvindo Joy Division soar alto nos meus alto-falantes conduzo meu corpo ao encontro do ébrio que me chama... que se instala em mim. Sou pele e pólvora que ao menor toque explode em migalhas de sonhos e ferveções. Sou assim.... Me ascenda mais um cigarro.

"Do cheiro nasceu o desejo." Meu próximo Doc.

Cheiro de mistura no ar. Penduricalhos loucos para serem arrancados e levados para casa. Degustar o que os olhos enxergam. Os sentidos se exaltam a cada passo. Saliva que brota da boca e dá gosto engolir. Balcões que são verdadeiros banquetes e nos fazem pensar: porque tanta fome logo alí na esquina? Não há pressa em sair. Não há vontade que suplante a tanta fartura. Pode pegar, pagar e levar. Vale a pechincha para deixar o clima mais pitoresco. Aquele cheiro de feijão está me convidando para sentar. Traga uma cervejinha aí e vamos papear.

domingo, 31 de maio de 2009

Exposição On Line

Convergência de mídia é poder integrar várias formas de arte em um único equipamento. A exposição de fotos que virou áudio-visual com narração explicativa do trabalho realizado.

T*rans na estrada

É bom saber que algo que criamos vem agradando a tantas pessoas. Diversas e cada uma com seus saberes, limitações e conceitos. O doc T*rans está conseguindo congregar em torno de si vários pontos de vista. Ele está conseguindo fazer com que as pessoas reflitam em torno do tema e questionem seu próprio pré-conceito e postura diante dessas pessoas tão discriminadas. Isso é muito bom. É a sensação do dever cumprido. Para mim fazer filmes é poder contribuir com meu olhar e sensibilidade, para que alguma mudança surja, após todos os olhares que se debruçaram sobre a minha arte. Estou falando tudo isso porque recebi um telefone da presidente da ATRAS, Milena Passos, que envolta por uma voz de êxtase e choro, me relatou o quanto o vídeo foi fiel a realidade da comunidade das Trans como um todo. O quanto ela ficou emocionada com a forma sútil e delicada com que tratei o tema. Sem distorções. Ainda ao telefone Milena eufórica me confessou que estava em Teresina e que o vídeo foi exibido lá, numa espécia de encontro das travestis de todo o país e que a comoção foi geral. Eu do lado de cá da minha sacada só tenho a agradecer a elas por terem sido tão verdadeiras e por terem confiado em mim suas dores e alegrias, sonhos e desejos. Ah! O doc já estás nas cidades de Aracaju, Brasília, Curitiba e uma outra que agora não me vem na memória. Façam bom proveito dele.

T*rans - Abertura

Está é a abertura do doc T*rans. Ela foi feita toda em preto e branco, utilizando imagens captadas em uma MiniDV. O modo utilizado foi o poético - possibilitando uma estética atraente e que sintetisasse a idéia original do filme. As locações foram pontos em que as trans vivem como a Av. Sete, Praça da Piedade, Rua Chile, Carlos Gomes, orla da Pituba. Ruas escuras, esquinas e igrejas fazem parte da concepção artística. A carro que passeia pela cidade nos remete a busca - alguém que segue sem rumo, sem objetivo ou alguém a procura de uma travesti. É o olhar da sociedade que conduz aquele carro. O túnel serve como elemento de interseção entre a realidade da noite, da busca por algo, por alguém e a realidade das trans. A música é uma composição do maestro Zeca Freitas. A interpretação é da cantora baiana Lia Chaves. A música se chama Ella.

O contorno da Santa

A santa e seu contorno. Em preto e branco a santa se projeta. Iluminando o breu e clareando o desconhecido. A santa em pé se projeta numa moldura criada pelo tempo.

A sombra da santa

A santa faz sombra. A luz projeta seus contornos e grava na parede branca sua essência. A santa se faz presente na sombra pintada.

Hotel Pálace

Como o tempo se confunde. O atual e o antigo se distanciam porque são opostos. São díspares que caminham lado a lado. O velho hotel observa o tempo passar e no vai e vem o novo surge a cada dia. O hotel Pálace contínua lá. O ônibus com certeza irá virar sucata. Sucata que cede espaço para que outros cheguém e mirem o hotel. Nesse eterno vai e vem ninguém é ninguém.

Poesia do tempo

Mirando o mar ele deixa o tempo passar. Como se embalado pelo som quem vem das ondas, que nas pedras estraçalham em pingos d´água. Ele sopra junto com o vento a poesia do tempo. Das ferrugens, das batalhas que passou ele permanece mudo, quieto. Fala canhão e solta teu fogo sobre os mares. Rebusque a paisagem com pólvora e boooom.

Hotel São Bento

Hotel São Bento. O tempo é cruel. O esquecimento pior ainda. Imponente ele se faz presente. Ei... estou aqui. Olhem para mim. Um hotel hoje esquecido, abandonado. Quantas histórias ele não reserva? Quantas pessoas passaram, entraram e foram embora. O hotel badalado de antes agora cala diante dos olhos que não o admiram mais. Cruel esses olhos não?

Nostálgia e solidão

Uma árvore solitária. Me desprenda raízes da terra e me deixem seguir mar adentro. Como aquele návio a cruzar os mares. Sou nuvém cinza a espera de chuva. Sou baía tranquila a espera de ondas gigantes. Sou sombra de um sol que se esconde. Sou baloustrada desgastada pelo tempo. Sou nostalgia e solidão a espera de casais apaixonados. Encostem em mim.

Igreja ao fundo

Quero me encher de poesia e fazer trilhar no tempo o descompasso, para que preserve, para que se vendo ao fundo me represente e diga que há crença no fim da rua. Maltratada as pedras nos apresentam o caminho e o fim parece ser o início. Um registro no tempo para que ele não se apague e se perca no encontro com o desafeto. A poesia da arte da fotografia está justamente em poder eternizar o que agora a pouco o homem se fez apagar. Das calçadas molhadas do pelourinho, com pessoas traseuntes que trafegam sabendo para onde querem ir. A foto revela a tristeza que carrega em um dia cinza numa tarde chuvosa, onde o tempo parece parar. A igreja ao fundo revela o quanto de nós existe no caminho que nos leva e nos conduz a religiosidade. A igreja ao fundo desperta o tempo e lhe diz: Eu ainda estou aqui. Amém.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Cartaz Arte

Um delicioso passeio pelos mestres que faziam de simples cartazes, verdadeiras artes.

Grande sacada da Folha

Coleção Folha Grandes clássicos do Cinema.
O grupo Folha inova mais uma vez e coloca no mercado uma coleção de 20 filmes clássicos, com direito a livro com a história do filme , bastidores e biografia das estrelas, junto com o DVD da película.
Vale colecionar e ter em casa grandes filmes que marcaram a história do cinema mundial. No lançamento eles escolheram o magnífico "E o vento levou", com um DVD a parte com os extras. A coleção ainda tem títulos inesquecíveis como CasaBlanca, Cantando na Chuva, Gata em Teto de Zinco Quente, Pacto Sinistro, Dr Jivago, Gigi, À meia luz, e muito outros.
E tudo isso pela bagatela de $14,90. Realmente só não coleciona quem não gosta de cinema. Eu indico.

Na dúvida não vá

Não resta dúvida de que os grandes artistas de Hollywood são grandes pelo talento que carregam e também pelos contratos firmados que fazem deles um escravo da própria fama. O filme Dúvida, 2008, direção de John Patrick Shanley, estrelado por Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman, dois dos maiores representantes dos que tem definitivamente talento, é uma prova disso.
A primeira impressão que se tem é que se trata de um filme brilhante por reunir esses dois monstros. A premissa nos faz planejar a ida ao cinema, convidar amigos, falar antecipadamente bem do filme, comprar o bilhete e esperar para quando ao fim da película se gabar: "Eu não falei que era maravilhoso." O filme Dúvida é um caso de total frustração para cada estágio desde o planejamento até o ascender das luzes. Sabe aquela sensação estranha quando vc espera algo a mais e esse algo não chega e de repente os créditos sobem e você fica com aquela cara de... fui enganado. Dúvida é terrivelmente ruim.
O filme tem dois momentos bons: o trailer é fascinante porque cumpri a risca o seu papel de atrair para o filme, mostrando justamente a única cena em que há de fato um duelo de titãs entre Streep e Hoffman, que faz com que qualquer amante do cinema queira ver pensando que aquele êxtase cinematográfico desenvolve-se em vários momentos do filme. Mero engano. Tirando essa cena, o filme é uma sucessão de diálogos vagos, de uma história que não convence, de um enredo que se perde na sua própria dúvida. Na dúvida... não vá.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Milk é um sopro

Milk - a voz da igualdade, 2008
Harvey Milk era simplesmente mais um entre tantos homossexuais que viviam a margem da sua própria sexualidade. Trancafiado dentro do medo de se expor, vivia uma vida até medíocre antes de mudar-se de mala, cuia e um bom namorado para a "aparentemente" livre San Francisco. Assim Milk dá os primeiros passos para transformar-se no primeiro político abertamente ou declaradamente gay a assumir um cargo público nos Estados Unidos da América.
Essa é a história. Agora... como ele conseguiu tal proeza? A partir dessa pergunta é que o filme Milk - a voz da igualdade, 2008, direção de Gus Van Sant e interpretado pelo sensacional Sean Penn, se propôs a mostrar. O que de fato fez com muita maestria e sensibilidade para narrar uma história de luta e superação. O bom de Milk é que ele desperta em qualquer pessoa sentadinha na poltrona um desejo voraz por fazer algo que realmente mude, algo que seja importante não só para satisfazer o circulo do nosso umbigo, mas para entrelaçar e agregar milhões de pessoas.
Não se tratava de um ativista lutando pela sua causa. Tratava-se sim de lutar por vidas. Por construir uma história alicerçada em sentimentos de liberdade, respeito, oportunidades e futuro. Milk foi um corajoso que se colocou a frente do seu tempo e falou, expôs um assunto repugnantemente proibido e camuflado. A homossexualidade era tratada como distúrbio. Pasmem... Até hoje encontramos pessoas que pensam assim, imaginem na década de 70.
E como num sopro forte e profundo Milk conquistou o que tanto queria. Pagou caro. Mas seu sopro ainda ecoa. Precisamos urgentemente de mais Milks. Alguém se habilita?

segunda-feira, 9 de março de 2009

Beije-me

Oito Oscar. Uma fotografia pertubadora. Uma direção acertada e realizada com cuidado. Ela tem começo meio e fim. Nada passa despercebido aos olhos de Danny Boyle, que com maestria conduz os inúmeros personagens. O filme comove também por ter um roteiro recheado de elementos que o cinema tanto adora. Pobreza, miséria, sonhos, exploração, violência e claro, amor. O diferencial de Quem Quer Ser um Milionário talvez esteja na ótima interpretação de todos os atores. Dos mirins aos mais velhos. Outro destaque é que o filme mostra uma Índia devastada pela pobreza e descontrole populacional. Em muitos momentos nos lembra cenas de nosso bem amado Brasil com suas infinitas favelas cobertas de papelão. Mas independente de todos esses elementos, o filme é contagiante e desafiador. Uma produção americana, filmada numa ìndia de contrastes, com todos os atores desconhecidos ou quase e com um roteiro de encher os olhos. O filme empolga como em um jogo. A cada partida ou cena que passa, o público se enche de fôlego e não mexe da poltrona um único instante. Há no ar um sentimento de torcida para que o pobre menino, cheio de pesadelos que sonha com o seu amor se torne um ganhador. Tudo na verdade estava escrito, selado com um doce e esperado beijo para anunciar o final. O diretor só errou em uma coisa. O nome do filme no original em inglês se chama "Slumdog Millionaire", o que quer dizer algo do tipo, Vira-lata Milionário. O que causaou revolta em muitos Índianos. sic...

quinta-feira, 5 de março de 2009

Companhia Musicada

Gosto de filmes musicados. Quando falo musicados quero dizer sublinhados em sua maioria por um fundo musical que eleva a trama, dando o ar muitas vezes de tristeza, solidão, descompasso, tempo que passa. Não se trata da trilha sonora tão conhecida em que o som sobe e toma toda a tela. Me refiro a um estilo todo pessoal de marcar um filme. Que me atrai pelo simples fato de que ele conduz a trama e faz com que o público sinta-se embalado pela melodia. Não é fácil inserir esse tipo de estratégia nos filmes. É necessário uma trama que case perfeitamente com a canção escolhida e que uma não sobreponha a outra. É preciso talento para fazer isso.
Talento que pode ser percebido na direção do excelente filme, Brokeback Mountain, dirigido Ang Lee, em que a canção de fundo faz parte de quase toda a oratória fílmica. Outra película que me veio a mente é o magistral clássico, encabeçado por Elizabeth Tailor e Richard Burton, "Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?", direção de Mike Nichols, em que a trama em vários momentos tem o recheio certeiro de uma leve e doce canção de fundo, enquanto as personagens se degladiam em cena.
O filme O Leitor, dirigido por Stephen Daldry e estrelado pela atriz ganhadora do Oscar por este mesmo filme, Kate Winslet, é um caso recente desse tipo de abordagem ou de colagem ou representação da trama no filme. O Leitor é delicadamente narrado por uma canção que surge sorrateiramente lá do fundo e vai nos guiando e emocionando diante do que nossos olhos veem. Espetácular.

Filmes que não se Trocam - Parte I

ATroca, 2008
Pensar em uma mãe zelosa, com seu único filho, morando sozinhos em uma Los Angeles da década de 20, conrropinda por um sitema policial fajuto e desleal e onde a mulher nem de perto chegara a conquistar direitos com os quais pudessem gritar e serem ouvidas, é algo difícil de suportar. Ainda mais quando nos deparamos como uma história real, em que essa mesma mãe se vê em apuros com o desaparecimento do seu filho - e o estado para mostrar eficiência e vender a imagem de competente para a opinião pública - lhe devolve o "filho" sumido.
Retiraria as aspas se o garoto recuperado não fosse parte integrante de um esquema marginal e desumano para tentar convencer e exibir o brilho de uma estrela sintilante no peito, que os policiais americanos tanto adoram. As aspas servem para mostrar que o tal garoto em nada lembra o filho desaparecido. Elas servem também para mostrar que se trata de uma farsa armada pela polícia afim de recuperar o prestígio. No desespero e cercada de repórteres, a triste mãe aceita o embrulho e o leva para casa. Resultado... O bomba explode e o embrulho é devolvido, virando caso de repercussão nacional.
O filme a Troca estrelado por Angelina Jolie e que conta com a participação super especial de Jonh Malkovich, nos mostra os dilemas enfrentados por essa mulher na busca desenfreada em recuperar seu filho, com uma esperança desafiadora de que ele estaria ou esteja vivo. O filme é tocante e abala os sentimentos dos mais brutos dos brutos. Faz ruir a frase de que "homem não chora" e confirma a seguinte de que: as mulheres são demasiadamente choronas. Em a Troca o choro é permitido, porque ele vem de um sentimento mútuo e que atinge a todos: a perda. O desaparecimento de um ente querido.
Mas o que também chama a atenção no filme além do seu enrredo é a pontuada interpretação de Jolie. Digo pontuada porque ela em mãos tem uma personagem rica em todos os sentidos e emoções. Do clichê devastador que se traduz em gritos, choros compulsivos, desmaios, ataques de desespero - o que poderia e é típico de uma situação extrema como essa e que tranquilamente ela(Jolie), poderia se fazer valer afim de interpelar à platéia fazendo-os derreterem em lágrimas e as maquiagens serem eternamente borradas.
Mas não. A mulher de Brad Pitt, mãe de seis filhos não usou desse subterfugio e preferiu conter-se em momentos que oscilavam entre o medo e a coragem; entre a esperança e a temperança... sem perder jamais a dose certa da emoção no tempo correto, na fala mais acertada. A interpretação de Angelina Jolie é magistral porque é demasiadamente humana e não apenas cinematográfica. Ela percebe no silêncio seus grandes momentos. A sua dor é reparada através dos olhares, do fransir de testa, no andar compassado. A esperança que ela dá a personagem que foi real, deve ser fruto de uma pesquisa que pretendia ser fiel a mãe de verdade. O filme envolve do início afim também por lidar com outro sentimento terrível a qualquer ser humano. O sentimento de injustiça. A revolta em estar sendo enganado.
Todos esses são ingredientes fortes que fazem do filme a Troca, uma excelente película que mostra uma atriz, ganhadora de um Oscar, pelo filme Garota Interrompida, em que naquele tempo mostrava passos de uma grande atriz e que agora pôde apresentar todo esse crescimento profissional. O Oscar poderia ser dela sim! Mas não foi e chegou as mãos de uma outra, que maliciosamente envolve a todos com uma dor e uma solidão contagiante que nos desperta até compaixão, frente a uma interpretação repleta de emoções no filme "musicado" O Leitor, dentro de um tema que até hoje causa repulsa, dor, vergonha e revolta.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Lista dos Indicados e premiados

81º Annual Academy Awards (vencedores em branco) Melhor Filme QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO? Fox Searchlight O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON Paramount Pictures/Warner Bros. MILK - A VOZ DA IGUALDADE Focus FeaturesFROST/NIXON Universal Pictures O LEITOR Weinstein Co. ———————————————— Melhor Diretor Danny Boyle QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO? David Fincher O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON Gus Van Saint MILK - A VOZ DA IGUALDADE Ron Howard FROST/NIXON Stephen Daldry O LEITOR ———————————————— Melhor Ator Sean Penn MILK - A VOZ DA IGUALDADE Mickey Rourke O LUTADOR Frank Langella FROST/NIXON Brad Pitt O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON Richard Jenkins THE VISITOR ———————————————— Melhor Atriz Kate Winslet O LEITOR Anne Hathaway O CASAMENTO DE RACHEL Meryl Streep DÚVIDA Angelina Jolie A TROCA Melissa Leo RIO CONGELADO ———————————————— Melhor Ator Coadjuvante Heath Ledger O CAVALEIRO DAS TREVAS Robert Downey Jr. TROVÃO TROPICAL Josh Brolin MILK - A VOZ DA IGUALDADE Phillip Seymour Hoffman DÚVIDA Michael Shannon FOI APENAS UM SONHO ———————————————— Melhor Atriz Coadjuvante Penelope Cruz VICKY CRISTINA BARCELONA Viola Davis DÚVIDA Marisa Tomei O LUTADOR Taraji P Henson O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON Amy Adams DÚVIDA ———————————————— Melhor Fotografia QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO? Anthony Dod Mantle O CAVALEIRO DAS TREVAS Wally Pfister O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON Claudio Miranda O LEITOR Chris Menges & Roger Deakins A TROCA Tom Stern ————————————————

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Livro T*rans

Amigos,
O documentário t*rans está virando livro. Na verdade estou relatando de forma narrativa o passo a passo de todo o processo de realização do documentário desde o o dia da escolha do tema, até a primeira reunião na ATRAS e as conversas com as travestis, transexuais e trangêneros.
A cada semana coloco um capítulo no blog para quem quiser acompanhar e colocar suas opiniões. Acessem:

Arte T*rans

Galera,
Retorno depois de um tempo afastado por conta dos trabalhos e das produções referente ao documentário T*rans.
No momento finalizei a arte para a bolacha(DVD) e o que poderá se tornar definitivamente o material gráfico de todos os produtos referente a divulgação do filme.
Na foto ao lado apresento para vocês a arte que fiz para ilustrar as capas dos DVD´s. Me diga o que acaharam?
Abraços e em breve mais novidades.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Yansã saudou, olhou e parece que gostou

Yansã saudou o tempo e com muitos ventos afastou as nuvéns sobre nossas cabeças. Rainha dos raios guardou sua força para clarear os caminhos percorridos ao encontro de cada dinvidade. E o tempo se fez necessário preservando a doçura que há nas palavras, em cada suspiro uma inspiração fluia sem lamento, sem desolação, sem recusas. Das bocas vermelhas o som que se faz ouvir é o da verdade. Nossa querida Santa Bárbara, oyá, iansã olhou por todos nós.

Tudo isso para agradecer as energias emanadas do desconhecido em benefício de um e de todos. O documentário T*rans - entre o primeiro batom, a troca de roupa e a cara na rua, foi segundo todos que lá estiveram, um sucesso. Poder ouvir de pesquisadores, doutores, coordenadores e professores as palavras que ouvi foi e é muito gratificante. Enquanto jornalista e cidadão, desejo sempre, estar atento ao que me cerca e sempre que puder, usar de toda a minha vontade para fazer valer as mudanças necessárias.

Do fundo das minhas emoções agradeço a todos os meus colegas que pacientemente e num voto de companheirismo estiveram presentes. Obrigado pelos abraços e palavras. Que esse doc sirva de incentivo a todos vocês na vida. Aos professores muitos beijos de agradecimento por estarem lá, junto comigo nessa prova de teste. Mas eu precisava passar pelo olhar crítico de vocês. E saber que fui aprovado dentro de critérios tão exigentes me deixa mais convencido do que já sou. Enfim... valeu mesmo a força e o apoio. Os primeiros passos do T*rans... já foi dado.

sábado, 22 de novembro de 2008

Doc TRANS - Entre o primeiro batom, a troca de roupa e a cara na rua.

Caros amigos,
Meu primeiro documentário ficou pronto. Ufá! Foi um desejo antigo que se tornou realidade. Foram meses de pesquisa e contatos e conversas com as travestis, transexuais e tragêneros para poder colher um materail que não fugisse ao meu objetivo principal. Retratar um pouco do universo das Trans sem cair no clichê, sem ser evasivo, sem me derrubar por meus próprios preconceitos.
Desejava retratar o lado humano das travestis, a intimidade delas, o que pensam, o que sentem. Tarefa difícil e árdua. Como retratar algo tão subjetivo como os sentimentos de pessoas tão marginalizadas socialmente? Sem fazer julgamentos. Acho que consegui. Elas estão como são... verdadeiras, intensas e infinitamente corajosas.
Agradeço a cada uma pela disponibilidade e sinceridade como retrataram suas vidas. Sem vergonha ou amargura ou ressentimentos pelo que passam todos os dias. A travesti da foto se chama Viviane. Uma mulher forte e que mesmo passando por situações tão lamentáveis a que um ser humano é capáz de fazer outra pessoa passar, não perdeu a leveza, a ternura, o sorriso e a esperança de se deparar nas ruas com pessoas e um mundo melhor.
Em breve vocês irão assistir e tirar suas próprias conclusões. Até o próximo encontro.

O Beijo do Hotel de Ville

Vale a pena rever este memorável beijo e saber o pouco mais sobre a história dessa fotografia. Esta bela foto, que data de 1950, é considerada como a mais vendida da história. Isto devido à intrigante história com a que foi descrita durante muitos anos: segundo contava-se, esta foto foi tirada fortuitamente por Robert Doisneau enquanto encontrava-se sentado tomando um café. O fotógrafo acionava regularmente sua câmara entre as pessoas que passavam e captou esta imagem de amantes beijando-se com paixão enquanto caminhavam no meio da multidão.Esta foi a história que se conheceu durante muitos anos até 1992, quando dois impostores se fizessem passar pelo casal protagonista desta foto. No entanto o Sr. Doisneau indignado pela falsa declaração, revelaria a história original declarando assim aquela lenda: a fotografia não tinha sido tirada a esmo, senão que tratava-se de dois transeuntes que pediu que posassem para sua lente, lhes enviando uma cópia da foto como agradecimento.55 anos depois Françoise Bornet (a mulher do beijo) reclamou os direitos de imagem das cópias desta foto e recebeu 200 mil dólares.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O Calar

Expressem-se nem que seja gritando
As vezes me mandam calar. Sem prerrogativas me mandam silenciar. Tentam sufocar o calor das minhas palavras. Muitas vezes infames? Desagradáveis? Fortes? Muitas vezes necessárias. As vezes é duro falar e saber ser observado de canto de olho. Falo para não me deixar intimidar frente a falência dos ridículos, que acham estar fazendo jornalismo. Falo para que estes, que são focas boiando agora, não permaneçam a deriva por muito tempo, em busca de uma nota sequer que lhes aqueça o cerebo errustido pela falta de palavras.

O Caos de Cau

Talento não se compra ou se arruma em qualquer esquina. Talento é cor de pele que não se transforma. É consciência que não se intimida. É ter sensibilidade e sacação em meio ao caos. Cau Gomez é tudo isso e muito mais. Seus riscos são arte na essência mais pura e prostituida da palavra. Ela nos devora por completo e nos faz refletir, rir, chorar e pensar... Como é bacana saber que existem artistas assim. Parabéns Cau.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Cagada farta

Revista Piauí - Para quem quer ir além

Revista Piauííííííííí.
Se quiser virar as páginas da sua ignorância e preguiça. Leia e se toque de que existe coisas que estão além. Veja, Isto É... se você conseguir perceber em que Época você está.

Conversas com Woody Allen

por João Gabriel Lima
Mergulho na Mente do Artista O livro ''Conversas com Woody Allen'' narra o percurso fascinante de um artista em busca de seu estilo - que tem no filme ''Vicky Cristina Barcelona'' um de seus grandes momentos.
— Vamos para Oviedo. Lá, comeremos pratos deliciosos, beberemos bons vinhos e faremos amor.— Quem vai fazer amor?— Se tudo der certo, nós três.
O diálogo acima acende o rastilho de Vicky Cristina Barcelona, a nova — e desconcertante — explosão do talento de Woody Allen. A cena, uma das primeiras do filme, é ambientada num restaurante em Barcelona. O pintor espanhol Juan Antonio se levanta de um jantar com amigos e caminha até a mesa das turistas americanas Vicky e Cristina. Diante delas, dispara sua proposta objetiva e acima de tudo surpreendente, por ser à primeira vista — Juan Antonio não as conhecia. Sua impulsividade se justifica. No filme, que estréia neste mês no Brasil, Cristina é Scarlett Johansson, diante de quem a junção das palavras "loira" e "fatal" nunca soa como mero clichê. Vicky é a atriz britânica Rebecca Hall, dona de uma sensualidade tão intensa quanto Scarlett, porém contida — e portanto perversa. É ela quem, nada simpática, pergunta, com ironia cortante: "Quem vai fazer amor?". Juan Antonio responde no tom misterioso e insinuante que caracteriza o premiado ator espanhol Javier Bardem. Neste momento sabe-se que algo vai acontecer entre o pintor e as duas turistas. Só não se sabe que vai ser tanta coisa, e com tanta intensidade, num jogo de reviravoltas tão intrincado que é impossível desviar o olho da tela.
Se fosse música clássica, Vicky Cristina Barcelona seria uma ópera de Mozart, com seus duetos, trios e quartetos que mais escondem do que revelam as verdadeiras intenções dos personagens. Se fosse rock, seria Rolling Stones: o refrão de Satisfaction — "Eu não consigo ter prazer, mas tento, tento e tento" — poderia ser o mote dos protagonistas do filme. Mas Vicky Cristina Barcelona não é ópera nem rock ­— é cinema, e desde já um dos grandes filmes do segundo auge de Woody Allen.
O diretor americano é um dos poucos a ter dois momentos de pico na carreira. O primeiro foi a virada dos anos 70 para os 80, quando criou, quase que em seqüência, seu tríptico de obras-primas: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), Manhattan (1978) e Hannah e Suas Irmãs (1986). O segundo ocorre a partir do maior sucesso de público e crítica da carreira do cineasta, Match Point (2005), o melhor filme de Woody na opinião dele próprio. O qual, de certa forma, marca o início de outro trio de grandes filmes, junto com o esplêndido e subestimado O Sonho de Cassandra (2007) e, agora, Vicky Cristina Barcelona.
Chega ao Brasil também neste mês um livro que merece ser lido logo antes ou logo depois de assistir a Vicky Cristina Barcelona: Conversas com Woody Allen, do jornalista americano Eric Lax. No gênero entrevistas com cineastas, o volume tem pelo menos dois antecessores de peso: o livro em que François Truffaut conversa com Alfred Hitch­cock, com o intuito de aprender os segredos daquele que escolheu para mestre; e a obra em que Peter Bogdanovich debate com Orson Welles. Truffaut/Hitchcock e Welles/Bogdanovich são diálogos de cineasta com cineas­ta, valem por isso, mas se ressentem de perguntas mais esclarecedoras. Conversas com Woody Allen, ao contrário, é calcado na habilidade de um entrevistador profissional, Lax, que é também biógrafo de Woody.
O livro é resutado do esforço jornalístico de uma vida inteira. Ele se compõe dos melhores momentos de dezenas de entrevistas que Lax fez com Woody ao longo de nada menos do que 36 anos — já que a primeira sessão data de 1971 e o livro foi lançado nos Estados Unidos no ano passado. Em tom de brincadeira, Lax costuma dizer que é a mais longa entrevista ainda em curso nos Estados Unidos. A edição é primorosa. Ela leva o leitor a acompanhar detalhamente a evolução do pensamento do cineasta. Conversas com Woody Allen possibilita, assim, a rara oportunidade de mergulhar na mente de um artista.É sabido que Woody Allen tem como maior ídolo o cineasta sueco Ingmar Bergman, que gostava de dizer que seus filmes eram fruto de motivações inconscientes, e o resultado final era, em certa medida, obra do acaso.
A julgar por Conversas com Woody Allen, o diretor americano é o oposto de seu ídolo. As entrevistas mostram como seu processo criativo é uma construção consciente, baseada na identificação e resolução de problemas concretos. Vicky Cristina Barcelona é uma espécie de súmula do estilo de Woody, no sentido em que apresenta, magistralmente resolvidos, todos os problemas que o cineasta colocou a si próprio ao longo da carreira. Por isso, ler o livro e assistir ao filme em seguida — ou vice-versa — é uma experiência tão instigante.
Vicky Cristina Barcelona tem personagens movidos primordialmente por angústias interiores. São artistas e intelectuais que, embora inteligentes e sofisticados, têm dificuldades de lidar com as próprias emoções. Suas trajetórias são amarradas num enredo de matriz literária — no caso, os universos de Jane Austen e Henry James. Angústias interiores, personagens sofisticados, inspiração na literatura — Conversas com Woody Allen mostra como­ o ­cineasta fez desse tripé a base de seu estilo.
A matéria completa você vai encontrar no site da revista Bravo ou no endereço: http://bravonline.abril.uol.com.br/conteudo/cinema/cinemamateria_398064.shtml
fonte: revista Bravo

Mercado Municipal de Aracaju - Sergipe

A beleza do Mercado Municipal de Aracaju Thales Ferraz.

Eu na TV

Summertime

Janis Joplin dispensa apresentações. E essa canção merece apenas ser sentida com a força da interpretação de Janis.

Joy Division

Joy Division foi mais uma banda inglesa que se destacou por dois motivos. O excelente som que fazia e pela pessoa enigmática e confusa e transtornada e talentosa que foi Yan Curtis, vocalista e meio que um ser oriundo de outro planeta. Yan era overdose pura no palco. Na vida pessoal era atormentado pela sua própria existência. Morreu aos 24 anos enforcando-se na cozinha de sua casa. Deixou seu legado musical e sua marca para os amantes da era Joy Division.

No mercado extistem dois filmes sobre a banda. Um se chama Joy Division que é um documentáro e o outro é um filme sobre a vida de yan que se chama, No Control. Assistam os dois e escutem o som.

Hot Chip

Uma banda ímpar. Hot Chip se destaca para mim pela forma íntima que seu som consegue me chamar a atenção. As batidas, a mistura de sons que se fundem e formam o que ouvimos. O Hot Chip só podia ser inglês, e com a influência do característico ruido londrino, onde dance-punk e eletropop se combinam e forma essa excelente banda. Escutem e saiam dançando.

Christina Aguilera - Hurt

Esse clip é uma verdadeira obra bem produzida e carregada de emoção. As imagens são lindas e a música é um lamento que vale a pena escutar. A letra é carregada de emoção e fala da saudade e do arrependimento. De coisas que deveriamos fazer e dizer e muitas vezes esquecemos e quando percebemos já é tarde demais. Mas a canção e o roteiro vale algumas lágrimas.

Emy - Valerie Live

Continuação do estúdio. Percebam a naturalidade dela cantando. Seus gestos e expressões. Ela canta como se estivesse se espregiçando. Um pássaro...

Amy

Emy em estúdio. Uma gravação super informal. Nessas imagens percebemos o quanto ela é uma artista pronta que apesar de todos os desgastes a sua voz é impecável. E o talento indiscutível.

sábado, 8 de setembro de 2007

Eis Que Ele Traça o Caminho Depois Recolhe

As fotos do pôr do sol e da fenda, com a garota na grama, foi tirada de dentro de uma das brigadas de proteção do forte, onde ficavam os guardas. A diferença se resume, no momento em que a foto foi tirada. A primeira, com o sol ainda forte, iluminando o mar e a relva e a última com ele se pondo - recolhendo os seus raios de luz. A foto do pescador foi tirada no boêmio bairro do Rio Vermelho. Reduto dos pescadoes e devotos de Yemanjá.

Companheiros de Guerra

O Forte Santo Antônio da Barra, mas conhecido como Farol da Barra. É um dos pontos turísticos mais visitados e conhecidos de Salvador. Vale uma visita para contemplar a paisagem e conhecer um pouco da sua história. Essas fotos seguem o mesmo processo de saturação e exploração das cores, sem perder a expressão da foto original.