quinta-feira, 26 de março de 2009

Na dúvida não vá

Não resta dúvida de que os grandes artistas de Hollywood são grandes pelo talento que carregam e também pelos contratos firmados que fazem deles um escravo da própria fama. O filme Dúvida, 2008, direção de John Patrick Shanley, estrelado por Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman, dois dos maiores representantes dos que tem definitivamente talento, é uma prova disso.
A primeira impressão que se tem é que se trata de um filme brilhante por reunir esses dois monstros. A premissa nos faz planejar a ida ao cinema, convidar amigos, falar antecipadamente bem do filme, comprar o bilhete e esperar para quando ao fim da película se gabar: "Eu não falei que era maravilhoso." O filme Dúvida é um caso de total frustração para cada estágio desde o planejamento até o ascender das luzes. Sabe aquela sensação estranha quando vc espera algo a mais e esse algo não chega e de repente os créditos sobem e você fica com aquela cara de... fui enganado. Dúvida é terrivelmente ruim.
O filme tem dois momentos bons: o trailer é fascinante porque cumpri a risca o seu papel de atrair para o filme, mostrando justamente a única cena em que há de fato um duelo de titãs entre Streep e Hoffman, que faz com que qualquer amante do cinema queira ver pensando que aquele êxtase cinematográfico desenvolve-se em vários momentos do filme. Mero engano. Tirando essa cena, o filme é uma sucessão de diálogos vagos, de uma história que não convence, de um enredo que se perde na sua própria dúvida. Na dúvida... não vá.

Um comentário:

Wesley Dias disse...

Ainda bem que eu não fui, Salmeron.
Esse filme é ruim mesmo??
Um abraço.